terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

A felicidade e os filósofos

Resultado de imagem para felicidade

A felicidade é uma das palavras mais difíceis de definir. A felicidade do místico não tem nada a ver com a do homem poderoso ou da pessoa comum.
Assim como na vida cotidiana encontramos diferentes definições para a felicidade, na filosofia também existem diferentes abordagens para o tema.
“Todos os mortais estão em busca da felicidade, um sinal de que nenhum deles é feliz”.-Balthazar Gracian-

Aristóteles e a felicidade metafísica

Para Aristóteles, o mais proeminente dos filósofos metafísicos, a felicidade é o maior desejo dos seres humanos. Do seu ponto de vista, a melhor forma de conseguir ser feliz é através das virtudes. Cultive as boas virtudes e alcançará a felicidade.
Segundo Aristóteles, a felicidade é um estilo de vida: o ser humano precisa exercitar constantemente o melhor que tem dentro dele.
É preciso cultivar também a prudência de caráter e ter um bom “daimon” (boa sorte), para alcançar a felicidade plena. Por isso, a sua tese é conhecida como “eudaimonia”.
Aristóteles forneceu a base filosófica sobre a qual foi edificada a igreja cristã. Por isso, existe uma grande semelhança entre o que este pensador propôs e os princípios das religiões judaico-cristãs.

Epicuro e a felicidade hedonista

Epicuro era um filósofo grego que teve muitas contradições com os filósofos metafísicos. A diferença entre eles é que ele não acreditava que a felicidade provinha somente do mundo espiritual, mas também tinha muito a ver com as dimensões terrenas.
Ele fundou a “Escola da Felicidade” e a partir dela chegou a conclusões muito interessantes.
Ele postulou o princípio de que o equilíbrio e a temperança davam origem a felicidade. Essa abordagem se reflete em uma das suas grandes máxima“Nada é suficiente para quem o suficiente é pouco”.
Ele acreditava que o amor, ao contrário da amizade, não tinha muito a ver com a felicidade. Insistia na ideia de que não devemos trabalhar para adquirir bens materiais, mas por amor pelo que fazemos.

Nietzsche e a crítica da felicidade

Nietzsche acreditava que viver pacificamente e sem qualquer preocupação era um desejo das pessoas medíocres e que não valorizam a vida.
Para ele, “estar bem” graças a circunstâncias favoráveis ou a boa sorte não é felicidade. Isto é uma condição efêmera que pode mudar a qualquer momento.
Estar bem seria uma espécie de “estado ideal de preguiça“, onde não existem preocupações e sobressaltos.
Em vez disso, a felicidade é força vital, espírito de luta contra todos os obstáculos que restrinjam a liberdade e a autoafirmação.
Então, ser feliz é ser capaz de provar dessa força vital, através da superação de dificuldades e criando formas diferentes de viver.

PIBID nas aulas de Filsofia no ano letivo de 2019


Desde setembro de 2018 tenho colaboradores em minhas aulas de Filosofia estes são do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) alunos de História da Uneb Campus XVI, os quais tem como principal objetivo trazer os estudantes para o chão da escola. 

A intenção do programa é unir as secretarias estaduais e municipais de educação e as universidades públicas, a favor da melhoria do ensino nas escolas públicas em que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) esteja abaixo da média nacional, de 4,4.

Toda motivação e coloboração só vem a acrescentar aos momentos de aprendizagem, uma ponte entre a  universidade e a escola publica, promovendo nosso  crescimento intelectual e pessoal.


segunda-feira, 6 de agosto de 2018

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Filosofia da ciência e da tecnológia



Trabalho desenvolvido ao longo da I Unidade como aproveitamento dos estudos desenvolvidos em sala de aula.
Público: 3ª ano Ensino Médio
Metodologia: Produção de vídeo com temas voltados para o cotidiano, abordando questões sociais, políticas e econômicas.

Tema: Feminicicio




segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Estética- Atividade proposta 3º ano



Leia os slides abaixo e elabore sua atividade
Boa sorte!!!!






Atividade proposta:

Tente responder as questões acima propostas, elabore seu texto com suas respostas no word e poste nos comentarios dessa postagem.  Acrescente nome dos componentes, serie e turno.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Linguagens artisticas 1º ano - música

Para elaborar a proposta de atividade siga as orientações abaixo:

Assista o video abaixo para começar nossa proposta musical:

A História da Música 





Leia o texto a seguir:


A importância da Música na sociedade






A música é fundamental para o funcionamento de uma sociedade. Desde os tempos antigos que sempre que uma nova sociedade nasce, com ela aparece um novo estilo de música. 
É do conhecimento geral que a música tem um grande poder sobre as emoções e a psique humana. Dessa maneira, ela pode ser utilizada para manipular as pessoas, seja essa manipulação bondosa ou maldosa.
As práticas musicais não podem ser dissociadas do contexto cultural. Cada cultura possui seus próprios tipos de música totalmente diferentes em seus estilos, abordagens e concepções do que é a música e do papel que ela deve exercer na sociedade. Entre as diferenças estão: a maior propensão ao humano ou ao sagrado; a música funcional em oposição à música como arte; a concepção teatral do Concerto contra a participação festiva da música folclórica e muitas outras.
Falar da música de um ou outro grupo social, de uma região do globo ou de uma época, faz referência a um tipo específico de música que pode agrupar elementos totalmente diferentes (música tradicional, erudita, música popular ou experimental). Esta diversidade estabelece um compromisso entre o músico (compositor ou intérprete) e o público que deve adaptar sua escuta a uma cultura que ele descobre ao mesmo tempo que percebe a obra musical.
Desde o início do século XX, alguns musicólogos estabeleceram uma "antropologia musical", que tende a provar que, mesmo se alguém tem um certo prazer ao ouvir uma determinada obra, não pode vivê-la da mesma forma que os membros das etnias aos quais elas se destinam. Nos círculos académicos, o termo original para estudos da música genérica foi "musicologia comparativa", que foi renomeada em meados do século XX para "etnomusicologia", que apresentou-se, ainda assim, como uma definição insatisfatória.



20 ritmos brasileiros
1. Axé

Também chamado de samba reggae, o ritmo surgiu na década de 1980 em Salvador, na Bahia, nos carnavais de rua. Para acompanhar as novas batidas de samba e os sons que surgiam a cada ano, os blocos foram incrementando cada vez mais as suas coreografias. 

2. Bossa nova

A expressão nasceu nos anos 40, mas só ganharia força quase uma década depois. Influenciados pelo jazz, rapazes e moças que tocavam violão se reuniam para reuniões musicais no Rio de Janeiro. O cantor e compositor João Gilberto é considerado seu pioneiro. Em 1958, ele gravou seu primeiro disco simples, com as músicas "Chega de saudade" e "Bim-bom".

3. Calango

Dança de Minas Gerais, em passos de samba ou tango, na qual se destaca um cantador que faz quadras de improviso, seguidas de um refrão cantado por todos os presentes.

4. Carimbó

Dança de roda ao ritmo do reco-reco, do pandeiro e do carimbó, um atabaque de cerca de um metro de comprimento, cavado num tronco. Nesta dança, uma bailarina se coloca no centro da roda e, com movimentos rápidos e trejeitos, procura encobrir o parceiro mais próximo com sua ampla saia. Se não consegue, cede lugar a outra. É típica da ilha de Marajó e do Nordeste em geral.

5. Cateretê

Remonta à época colonial, tendo surgido na zona rural do Sul do país. Duas colunas de homens sapateiam e batem palmas ritmadas, comandadas por um violeiro. Também é conhecido como catira.

6. Choro

O choro é um gênero musical genuinamente carioca. Em meados do século XIX, músicos amadores começaram a formar conjuntos baseados no violão e no cavaquinho. Com o tempo, a flauta foi admitida. O trio de instrumentos deu origem ao choro.

7. Chula

Dança típica do Rio Grande do Sul, com origens portuguesas. À base de sapateado, ela exige habilidade no corpo e força física nos pés.

8. Ciranda

Dança de roda para crianças. Mas no interior paulista também é um bailado de adultos, que termina em duas rodas de pares, os homens na de dentro e as mulheres na de fora.

9. Coco de roda

O coco, dança típica das regiões praieiras do Nordeste, tem uma forte influência dos batuques africanos. Ele é guiado por um canto e por palmas rítmicas dos componentes, ganzá e cuícas. Na coreografia, existem também as marcações dos bailados indígenas dos tupis. O coco nasceu como um folguedo da época junina, mas é dançado também em outras épocas do ano.

10. Dança do boi

Foi a resposta dos estados do Norte para o sucesso do axé, embora já fosse executada pelos povos nativos da região há pelo menos um século. Procura retratar alguns elementos da natureza, entre eles os animais. Os movimentos de braços e quadris e as coreografias peculiares a cada tipo de música são as marcas registradas desta dança. O grupo Carrapicho foi o responsável por sua popularização.

11. Forró

O forró surgiu no início do século XX nas casas de dança das cidades nordestinas. Existem três estilos, marcados pelo som de zabumbas, triângulos e sanfonas. O xote, de origem europeia e ideal para os iniciantes, é mais lento; consiste em dar dois passos (pulinhos) para um lado e dois para o outro. O baião é o mais rápido e exige um pouco de deslocamento. Ele foi criado no final da década de 1940 por violeiros que queriam recuperar o lundu, ritmo africano que fez sucesso no Brasil no século XVIII. No xaxado, os movimentos são marcados por um dos pés batendo no chão. Sobre a origem do nome, existem duas versões. Segundo o escritor, crítico musical e historiador José Ramos Tinhorão, a palavra "forró" vem de "forrobodó", que significa "confusão", "bagunça". A outra versão conta que durante a Segunda Guerra, os Estados Unidos instalaram uma base militar em Natal, no Rio Grande do Norte. Quinze mil soldados americanos influenciaram a vida da população da cidade, com seus costumes e eletrodomésticos. Dizem que esses locais em que havia bailes eram conhecidos como "for all" ("para todos", em inglês). A população, no entanto, pronunciava "forrol", que virou "forró".

12. Fricote

O som lembra o da lambada, mas a marcação do ritmo se destaca mais; tem mais batucada e menos teclado, além de sopros, fraseados musicais típicos da América Central. Não se dança de corpo colado. O fricote nasceu no Nordeste.

13. Gafieira

Apareceu na década de 1920, nos salões cariocas de dança. Esses lugares eram conhecidos como gafieiras, palavra que vem de gafe (segundo os mais tarimbados, muitos freqüentadores dançavam de qualquer jeito, cometendo uma série de gafes). O ritmo é uma mistura de samba e de chorinho.

14. Lambada

Inspirada no carimbó, dança folclórica do Pará, a lambada surgiu na década de 1970 e fez grande sucesso na Bahia. Sofreu influência de vários ritmos como o zouk (dança típica das Antilhas francesas), a salsa e o merengue, entre outros ritmos caribenhos. O grupo Kaoma, depois de uma consagradora temporada na Europa, no final da década de 1980, fez o país inteiro dançar de pernas coladas.

15. Lundu

De origem angolana e influência hispano-árabe, o lundu é uma atração da ilha de Marajó. Trata-se de uma dança extremamente sensual, que esteve perto de desaparecer porque era considerada um "diabólico folguedo" de escravos.

16. Maxixe

Os inventores do choro importaram, em 1844, um ritmo de sucesso na Europa, a polca tcheca, mas não a mantiveram tal e qual. O maxixe surgiu nos salões cariocas por volta de 1875. A execução dessa dança cheia de malícia é difícil. Nos tempos da República Velha, os casais se balançavam para a frente e para trás, de barriga colada, ao acordes de Chiquinha Gonzaga e Pixinguinha.]

17. Pagode

Baseando-se no samba, o carioca criou a gafieira e o paulistano inventou o pagode. É uma reunião com muita música, dança e comida, que aparece pela primeira vez em 1873. Mas ela ficou esquecida, só voltando com força em 1980, durante as reuniões de boteco ou de fundo de quintal. Os ritmistas se encontravam para fazer um sambinha cadenciado e sempre havia aqueles que ensaiavam alguns passinhos a dois.

18. Partido alto

Roda de samba na qual se distingue um dançarino solista. A música tem um refrão que é repetido por todos a cada quadra improvisada. Ganhou destaque principalmente no Rio de Janeiro, para onde foi levado por negros da Bahia.

19. Samba

A palavra é de uma língua africana chamada banto, falada na Angola. Deriva ou do termo "samba" (bater umbigo com umbigo), ou de "sam" (pagar) e de "ba" (receber). Nas antigas rodas de escravos se praticava a umbigada, dança em que dois participantes davam bordoadas um no baixo-ventre do outro. O Dia Nacional do Samba é comemorado em 2 de dezembro.

20. Xaxado

Bailado masculino em que os dançarinos formam fila indiana e dançam em círculo. Movimentos: sapateia-se três a quatro vezes com o pé direito, deslizando-se em seguida o esquerdo, ao som da zabumba. Foi popularizado pelos cangaceiros de Lampião, que o dançavam para comemorar vitórias. Típico do interior pernambucano.



Proposta avaliativa:

Qual importância da música e da dança para manutenção da cultura popular de um país??
Elabore seu texto no word;
Minimo 15 linhas;
Postar na parte de comentários  da proposta do blog.

Bom trabalho!!!


quarta-feira, 26 de julho de 2017

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

As 100 Melhores Histórias da Mitologia – A. S. Franchini 1º ano- I Unidade

Resumo do livro


As religiões da Grécia e da Roma Antiga desapareceram. Mas o legado de seus mitos e heróis continua presente até nossos dias. Estes já não pertencem à teologia, mas às artes, à literatura e à erudição. Tornaram-se de tal modo permanentes que estão vinculados ao imaginário de todos os povos ocidenteais, revelando-se na poesia, nas belas-artes, na psicologia e na psicanálise, como parâmetros e modelos.

Para os gregos seu país ocupava o centro da Terra e o centro deste país era o Monte Olimpo, na Tessália, que abrigava os deuses – Zeus (Júpter), Cronos (Saturno), Eros, os Titãs, e tantos outros.

O leitor vai distrair-se com as mais encantadoras histórias que a fantasia humana jamais criou e, a um só tempo, adquirir conhecimentos indispensáveis a sua formação cultural.
Vai conhecer as idéias sobre a estrutura do universo, aceita pelos gregos que passaram para os romanos que, por sua vez, disseminaram entre outros povos através de sua ciência e de sua religião.
Mergulhando nestas histórias o leitor vai compreender seu próprio mundo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A fábula da tartaruga

A família de tartarugas decidiu sair para um piquenique, e por serem naturalmente lentas, levaram alguns dias para prepararem-se para seu passeio. Finalmente a família de tartarugas saiu de casa para procurar um lugar apropriado, e durante o segundo dia da viagem encontraram o lugar ideal!
Elas levaram algumas horas para limpar a área, desembalaram a cesta de piquenique e terminaram os arranjos. Quando elas estavam prontas pra comer, descobriram que tinham esquecido o sal. Poxa, todas concordaram que um piquenique sem sal seria um desastre, e após uma longa discussão, a tartaruga mais nova foi escolhida para voltar em casa e pegar o sal, pois era a mais rápida das tartarugas.
A pequena tartaruga lamentou, chorou, e esperneou, mas concordou em ir com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse. A família concordou e a pequena tartaruga então saiu para buscar o sal.
Três dias se passaram e a pequena tartaruga ainda não havia retornado. Cinco dias… Seis dias… Então, no sétimo dia, a tartaruga mais velha, que já não agüentava de tanta fome, anunciou que ia comer, e começou a desembalar um sanduíche.
Quando ela deu a primeira “dentada” no sanduíche, a pequena tartaruga saiu detrás de uma árvore e gritou:

– Ahhãããããã! Eu tinha certeza que vocês não iam me esperar. Agora é que eu não vou mesmo buscar o sal!

terça-feira, 7 de junho de 2016

Artistas criam objetos incríveis com reciclagem de lixo



O Museu da Imagem de Breda, na Holanda, fica em um prédio com mais de oitos séculos de idade que recebeu na década de 1990 anexos sofisticados com arquitetura industrial e grandes cortinas de vidro. Mas, até setembro, um dos principais temas debatidos entre as suas paredes será o lixo. É que o edifício recebe a exposição My Waste is your Waste (Meus restos são seus restos) com objetos úteis e obras de arte criadas por brasileiros e holandeses com base em embalagens, móveis quebrados, eletrodomésticos antigos e até pedaços de carros.
As peças incríveis ajudam a refletir sobre o valor do lixo. “Todos nós produzimos resíduos, independentemente de onde estivermos no planeta”, disseram as curadoras Joanna van der Zanden, da Holanda, e Mara Gama, do Brasil, em comunicado à imprensa. “Restos de embalagens, tecidos, lixo eletrônico, objetos quebrados, sucatas de veículos e entulho da construção são as sobras da nossa riqueza, consideradas inúteis e jogadas fora ou deixadas para trás. Mas os resíduos podem também ser relevantes e usados para criar novos produtos”, explicam.
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Participam da exposição os brasileiros Thiago Bender e Rodrigo Bueno, artistas, e Christian Ullmann, designer; e os holandeses Klaas Kuiken, designer, Jan Eric Visser, artista visual, além do coletivo de arquitetos e designers Refunc. A primeira parte da exposição aconteceu em novembro de 2012, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. Nos dois países, os artistas trabalharam juntos em um ateliê aberto ao público.
Conheça na galeria abaixo 16 coisas incríveis que os artistas e designers da exposição My waste is your waste obtiveram com reciclagem do lixo.













Revista Exame 2013

domingo, 5 de junho de 2016

Gosto se discute?

Gosto se discute?


Segundo Immanuel Kant, a questão do gosto é uma discussão, um processo de "lapidação das opiniões", de modo que é possível discutir o que é belo e bom. Mas para fazer esse debate é necessário verificar se estamos utilizando as categorias corretas


por Matheus Arcaro*

 

 

Para Immanuel Kant, sim. Tanto é que ele dedicou uma obra inteira para as questões do gosto, a Crítica da Faculdade de Julgar, publicada em 1790. Para o filósofo supracitado é possível discutir o gosto, porque uma discussão é diferente de uma disputa. Filosoficamente, uma disputa é uma batalha de argumentos que exigem demonstrações, a fim de que uma ideia prevaleça. Uma discussão é um processo de lapidação das opiniões, cuja finalidade é chegar a um acordo entre as partes. Assim, não se disputa sobre o belo, porém pode-se discuti-lo. Kant ainda afirma que a experiência estética é compartilhável e que a beleza é uma ideia universal da razão. Seu conteúdo e sua forma podem variar segundo circunstâncias históricas e segundo a subjetividade dos artistas, mas o sentimento de belo, fundamento do juízo de gosto, é universal.
Partindo das proposições kantianas, ou seja, se o sentimento de beleza é universal e passível de partilha, por que, atualmente, vivemos uma carência de esteticidade? Hoje em dia, conforme ilustra Marilena Chauí, se perguntássemos a uma pessoa comum o que é um artista, provavelmente ela elencaria nomes de atores de televisão ou cantores populares. Escritores, pintores e escultores com quase toda certeza não seriam citados. Para este indivíduo, diferentemente da concepção romântica, o artista não é o gênio criador, inspirado divinamente; é alguém que realiza performances. Por que esta percepção?
Na contemporaneidade, a sociedade do espetáculo está intrinsecamente ligada à Indústria Cultural. Com a necessidade de fazer girar o capital, a indústria da cultura, de maneiras diversas, distorce o conceito de beleza porque sua finalidade é atingir um número grande de pessoas. “Onde as massas têm o poder de decidir, a autenticidade se torna supérflua, nociva e prejudicial”, sentenciou Nietzsche. Sobre este ponto, a literatura é ilustrativa: por que livros, digamos, “palatáveis” (autoajuda, por exemplo) vendem muito mais do que livros complexos e bem escritos? Uma das respostas possíveis: a literatura genuína faz o leitor tropeçar. E não é todo mundo que está preparado para cair. Os “best sellers” são “best sellers” porque dizem o que o leitor espera. O menos preparado chama isso de “identificação” com a obra. “Puxa vida, este autor diz exatamente o que eu penso”. Não consegue perceber que o prazer da leitura está justamente em “fechar o círculo”. Este tipo de leitor jamais compreenderia Jean Paul Sartre, quando este afirmou que escrever é distanciar-se da linguagem instrumento e entrar na atitude poética, tratando as palavras como entes reais e não como símbolos estabelecidos. Seguindo o raciocínio sartriano, é lícito distinguir a linguagem: a cotidiana como “instituída” e a do escritor como “instituinte” (criadora, inventora de significações).

 fonte: http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/38/artigo273804-1.asp

sexta-feira, 29 de abril de 2016

A origem do Universo

Trabalho desenvolvido pelos alunos do 1º ano do  Ensino Médio do Colégio Olgarina na cidade de Conceição do Coité Bahia, tema proposto para elaboração das charges a Origem do Universo.

Proposta do trabalho.
http://filosofandoolga.blogspot.com.br/p/1-ano_5.html









 
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